
Música: Doze Anos
Ai, que saudades que eu tenho
Dos meus doze anos
Que saudade ingrata
Dar bandas por aí
Fazendo grandes planos
E chutando lata
Trocando figurinha
Matando passarinho
Colecionando minhoca
Jogando muito botão
Rodopiando pião
Fazendo troca-troca
Ai, que saudades que eu tenho
Duma travessura
Um futebol de rua
Sair pulando muro
Olhando fechadura
E vendo mulher nua
Comendo fruta no pé
Chupando picolé
Pé-de-moleque, passoca
E disputando troféu
Guerra de pipa no céu
Concurso de.. piroca!
Começo o tópico com essa música nostalgica do grande Chico Buarque, e que reformulo (sem a autorização do autor...sorry Chico), dizendo o seguinte: Ai que saudades que eu tenho de uma Infância que existia, e que hoje já não existe mais..."
Parando para pensar em cada verso dessa música, faz-nos remeter às cenas de filmes onde as crianças têm a liberdade de fazer suas "artes" e curtir essa fase tão deslumbrante e mágica da vida, das descobertas e aventuras sem preocupações.
Era bom o tempo quando as crianças chegavam suadas das ruas, por passarem horas brincando de jogo de futebol, amarelinha, esconde-esconde, mãe-da-mula, taco, ... E quando caia aquela chuva, ficavam em casa com os amiguinhos comendo bolinho de chuva e jogando futebol de botão ou trocando papel de carta. figurinhas... Bom era o tempo quando as crianças perguntavam aos seus pais "como eu nasci?" ou " por que eu não posso brincar na chuva?".
Sorte, muita sorte que ainda peguei essa fase de quando as crianças eram realmente crianças e faziam coisas de crianças.
Hoje, a letra dessa música é totalmente retrógrada, pois as crianças atuais vivem num mundo tecnológico e futurista. Perde-se muito tempo atrás das telas de video-game, celulares e computadores. Como se esses mesmos "brinquedos" não acompanhassem a vida adulta.
Uma infãncia moderna não significa uma criança atualizada e feliz. Todas as crianças têm o direito de se sujarem, de tomar sorvete bem gelado, cairem e se arranharem, de colecionar bichinhos estranhos, enfim de se divertirem.
Devemos refletir sobre a infancia das nossas crianças e não satisfazer todas as suas vontades "tecnológicas" mas ensiná-las a descobrir um imenso universo infantil.
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